Um levantamento do setor de seguros, divulgado em julho de 2026, aponta que 71% dos carros que circulam no Brasil não têm seguro. Na prática, isso significa que, a cada dez veículos que cruzam um cruzamento, sete estão sem qualquer cobertura contra roubo, colisão ou dano a terceiros.
O dado é da CNseg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais), levantamento de 21/07/2026 divulgado pelo portal CQCS. Ele conversa com outro número, de dezembro de 2025, repassado pela mesma base com dados de FenSeg/Senatran: apenas 27,8% dos automóveis e 5,1% das motos no país tinham seguro contratado — uma penetração média de cerca de 30% sobre a frota total. O motociclista, especificamente, é quem menos se protege — e é também quem mais aumentou em número nas ruas.
O que "rodar sem seguro" significa na prática
Não existe estatística nacional confiável sobre quanto custa, em média, um reparo ou uma indenização a terceiro fora do seguro — e não é o caso de inventar um número aqui. O que dá para afirmar, com base em como o seguro veicular funciona, é qualitativo: quem não tem apólice assume sozinho o risco financeiro de qualquer batida, furto ou dano causado a outra pessoa ou patrimônio.
Isso tem duas faces. A primeira é o próprio veículo: sem seguro, o conserto de uma colisão, o guincho, a lataria amassada ou o carro roubado saem inteiramente do bolso do dono, sem nenhum ressarcimento. A segunda é mais grave e menos lembrada: a responsabilidade civil. Quem causa um acidente e atinge o carro, a moto, a casa ou a integridade física de terceiros responde por esse dano com o próprio patrimônio — e pode enfrentar cobrança judicial que se estende por anos, sem o amparo de uma seguradora atuando em sua defesa.
O que mudou no mercado de seguros em 2026
Enquanto a maioria dos veículos segue descoberta, o mercado segurador brasileiro como um todo segue em expansão. A CNseg projetou, em nota de 15/04/2026, uma arrecadação de R$ 808 bilhões em 2026, alta de 5,7% sobre o ano anterior — puxada por ramos como auto, vida e patrimonial.
No seguro auto especificamente, os números dos quatro primeiros meses de 2026 mostram um mercado aquecido dos dois lados da conta: R$ 20,3 bilhões em prêmios arrecadados (+6,6%) e R$ 12,5 bilhões pagos em indenizações (+8,5%). O dado circula com base em levantamento da CNseg e aparece de forma convergente em reportagens da Revista Apólice e do CQCS, ambas de 06/07/2026. O crescimento das indenizações acima do crescimento dos prêmios é, em si, um retrato de um setor pagando mais sinistros — o que reforça, na ponta oposta, o custo de estar descoberto.
Parte da explicação está no mercado de veículos: os emplacamentos de automóveis e comerciais leves passaram de 1 milhão de unidades até maio de 2026, alta de 18,2% segundo a Fenabrave, com os modelos eletrificados crescendo 105,5% no período. Mais carro novo nas ruas tende a puxar mais contratação de seguro — mas a frota de motos ainda concentra a maior parte do descoberto: são 1,94 milhão de motos seguradas, 17% a mais em doze meses até dezembro de 2025, um crescimento expressivo que ainda deixa a imensa maioria das motocicletas brasileiras sem apólice.
| Indicador | valor | Fonte / data |
|---|---|---|
|
Frota sem seguro (nacional) |
71% |
CNseg/CQCS, jul/2026 |
|
Automóveis segurados |
27,8% |
FenSeg/Senatran, dez/2025 |
|
Motos seguradas |
5,1% |
FenSeg/Senatran, dez/2025 |
|
Motos seguradas (número) |
1,94 milhão (+17%) |
FenSeg/Senatran, dez/2025 |
|
Prêmios de auto (2026, 4 meses) |
R$ 20,3 bi (+6,6%) |
CNseg, jul/2026 |
É importante não misturar essa fatia nacional de 71% com dados estaduais: o Detran-SC informa uma frota de 6.177.362 veículos em Santa Catarina no calendário de IPVA 2026, mas não há levantamento oficial específico do percentual de veículos catarinenses sem seguro — a comparação direta entre os dois números não é possível com as fontes disponíveis.
O recorte que passa longe do radar: empresas e frotas
Se a proteção do carro de passeio já é baixa, a de quem depende do veículo para trabalhar costuma ser pensada tarde demais. Um levantamento da CNseg mostra que menos de 30% dos empresários brasileiros consideram contratar seguro já na concepção do negócio — o tema entra na pauta só depois que a empresa já está de pé, muitas vezes depois de um primeiro incidente.
Para pequenas e médias empresas com frota própria — de entrega, prestação de serviço ou transporte de equipe —, isso significa carregar um risco duplo: o dano ao próprio veículo e a responsabilidade civil por acidentes causados a terceiros durante o expediente, sem nenhuma rede de proteção contratada. Diferente do seguro de pessoa física, o contrato de seguro empresarial também é protegido pelo Código de Defesa do Consumidor quando a empresa contrata como destinatária final do serviço — entendimento já reconhecido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) —, o que reforça direitos do segurado na relação com a seguradora.
Há uma exceção pontual que merece destaque, mas não deve ser generalizada: desde 1º de julho de 2026, entrou em vigor a fiscalização eletrônica automática, cruzando os dados das seguradoras com o RNTRC (Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas) da ANTT, para exigir os três seguros obrigatórios do transporte rodoviário de carga — RCTR-C, RC-DC e RC-V —, com base na Lei 14.599/2023 e na Resolução ANTT 6.068/2025. Essa obrigatoriedade vale especificamente para transportadoras de carga com registro no RNTRC — não é uma regra que se estenda a frotas comerciais em geral, como a de uma prestadora de serviços, uma clínica ou um comércio com carros próprios, que seguem contratando seguro por decisão própria, não por obrigação legal.
Corretor regulamentado e por que comparar seguradoras importa
A profissão de corretor de seguros no Brasil é regulamentada desde 1964, pela Lei 4.594, que exige registro e habilitação — hoje sob supervisão da SUSEP (Superintendência de Seguros Privados), o órgão federal que regula o mercado segurador. Isso significa que a corretora não é a seguradora: ela atua como intermediária entre o segurado e as seguradoras parceiras, comparando condições e ajudando a escolher a cobertura mais adequada ao perfil de cada cliente — sem, em nenhuma hipótese, garantir preço, cobertura ou aprovação, que dependem sempre da análise da seguradora.
Uma corretora que atua com mais de uma seguradora tende a apresentar mais de uma opção de cobertura e preço para o mesmo perfil — é o caso de quem procura comparar cotações entre seguradoras parceiras antes de fechar uma apólice de auto ou de frota. Em Barreiros, São José, é assim que trabalha a corretora de seguros CotaFácil São José, com atendimento também online para o restante do país. O que muda o resultado final é sempre a análise de risco feita pela seguradora escolhida, nunca uma promessa prévia do corretor.
Diante de uma frota majoritariamente descoberta, o gargalo raramente é falta de opção no mercado — é falta de comparação. Duas seguradoras podem oferecer condições bem diferentes para o mesmo carro, o mesmo perfil de condutor e a mesma cidade, e a única forma de saber qual se encaixa melhor é cotar mais de uma antes de decidir.
Perguntas frequentes
É verdade que a maioria dos carros no Brasil não tem seguro?
Sim. Um levantamento da CNseg, divulgado em 21/07/2026, aponta que 71% da frota nacional circula sem seguro. Entre motos, a descoberta é ainda maior: apenas 5,1% delas tinham apólice em dezembro de 2025, segundo dados de FenSeg/Senatran.
Toda empresa é obrigada a ter seguro para os veículos da frota?
Não, de forma geral. A obrigatoriedade eletrônica em vigor desde julho de 2026 vale especificamente para transportadoras de carga registradas no RNTRC, quanto aos três seguros de responsabilidade civil do transporte. Empresas com frota própria para outras finalidades — entrega, serviço, atendimento — não têm essa obrigação legal, embora a contratação seja recomendável como proteção patrimonial.
O seguro empresarial é regido pelas mesmas regras do seguro de pessoa física?
Em linhas gerais, sim: quando a empresa contrata o seguro como destinatária final do serviço, a relação é protegida pelo Código de Defesa do Consumidor, conforme entendimento do STJ. As condições específicas de cobertura, carência e indenização, porém, variam conforme a apólice contratada com cada seguradora.
Uma corretora de seguros garante o menor preço ou a aprovação da apólice?
Não. A corretora, profissão regulamentada pela Lei 4.594/1964 e supervisionada pela SUSEP, atua como intermediária entre o cliente e as seguradoras parceiras, apresentando e comparando opções. A aceitação, o preço final e as condições da apólice dependem sempre da análise de risco feita pela seguradora escolhida.
Por que o mercado de seguros cresce enquanto a maioria dos carros segue sem cobertura?
Porque o crescimento do setor — projeção de R$ 808 bilhões em arrecadação para 2026, segundo a CNseg — é puxado por quem já contrata seguro, incluindo carros novos, motos e frotas empresariais recém-seguradas, não pela adesão da frota como um todo. A parcela de veículos descobertos segue amplamente majoritária mesmo com esse crescimento.
Existe algum dado oficial de quanto sai um conserto ou indenização sem seguro?
Não há um levantamento nacional oficial com esse valor médio, e por isso este texto não apresenta uma cifra. O que existe é o entendimento qualitativo do risco: sem apólice, o custo de reparo do próprio veículo e a responsabilidade civil por dano a terceiros recaem integralmente sobre quem dirige, sem nenhum ressarcimento de seguradora.
Fontes
Aviso importante
Aviso importante: este conteúdo tem caráter meramente informativo e educativo e não constitui oferta, promessa de contratação, de cobertura ou de pagamento de sinistro. Seguro é produto regulado pela SUSEP (Superintendência de Seguros Privados). As condições, coberturas e a aceitação dependem de análise da seguradora. Não há garantia de aprovação, de cobertura ou de indenização. Antes de contratar, leia as condições gerais e particulares da apólice e fale com um especialista.
A CotaFácil São José (Apex Intermediações) atua como corretora de seguros — intermediária entre o segurado e as seguradoras parceiras (entre elas Porto Seguro, Sompo, MSIG, Rodobens e Sancor), nunca como seguradora. A contratação, o preço e a cobertura dependem sempre da análise e aceitação da seguradora escolhida.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, a partir de pesquisa em sites e fontes confiáveis. Mesmo após revisões, pode conter imprecisões — consulte sempre um especialista da CotaFácil para confirmar as informações.
Perguntas frequentes (publicar junto)
É verdade que a maioria dos carros no Brasil não tem seguro?
Sim. Um levantamento da CNseg, divulgado em 21/07/2026, aponta que 71% da frota nacional circula sem seguro. Entre motos, a descoberta é ainda maior: apenas 5,1% delas tinham apólice em dezembro de 2025, segundo dados de FenSeg/Senatran.
Toda empresa é obrigada a ter seguro para os veículos da frota?
Não, de forma geral. A obrigatoriedade eletrônica em vigor desde julho de 2026 vale especificamente para transportadoras de carga registradas no RNTRC, quanto aos três seguros de responsabilidade civil do transporte. Empresas com frota própria para outras finalidades — entrega, serviço, atendimento — não têm essa obrigação legal, embora a contratação seja recomendável como proteção patrimonial.
O seguro empresarial é regido pelas mesmas regras do seguro de pessoa física?
Em linhas gerais, sim: quando a empresa contrata o seguro como destinatária final do serviço, a relação é protegida pelo Código de Defesa do Consumidor, conforme entendimento do STJ. As condições específicas de cobertura, carência e indenização, porém, variam conforme a apólice contratada com cada seguradora.
Uma corretora de seguros garante o menor preço ou a aprovação da apólice?
Não. A corretora, profissão regulamentada pela Lei 4.594/1964 e supervisionada pela SUSEP, atua como intermediária entre o cliente e as seguradoras parceiras, apresentando e comparando opções. A aceitação, o preço final e as condições da apólice dependem sempre da análise de risco feita pela seguradora escolhida.
Por que o mercado de seguros cresce enquanto a maioria dos carros segue sem cobertura?
Porque o crescimento do setor — projeção de R$ 808 bilhões em arrecadação para 2026, segundo a CNseg — é puxado por quem já contrata seguro, incluindo carros novos, motos e frotas empresariais recém-seguradas, não pela adesão da frota como um todo. A parcela de veículos descobertos segue amplamente majoritária mesmo com esse crescimento.
Existe algum dado oficial de quanto sai um conserto ou indenização sem seguro?
Não há um levantamento nacional oficial com esse valor médio, e por isso este texto não apresenta uma cifra. O que existe é o entendimento qualitativo do risco: sem apólice, o custo de reparo do próprio veículo e a responsabilidade civil por dano a terceiros recaem integralmente sobre quem dirige, sem nenhum ressarcimento de seguradora.
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