12/04/2018 15:06:25
Polícia
Foragido, Júlio Brandão também terá nome colocado em lista de procurados da Federal
Ele é acusado envolvimento no esquema que desviou cerca de R$ 12 milhões do município de Mata Grande, por meio de quatro empresas fantasmas que, supostamente, prestavam serviços de locação de veículos
Reprodução/InternetJúlio Brandão
Juliano Rodrigues

O Ministério Público Estadual de Alagoas (MPE/AL) confirmou, nesta quinta-feira (12), que o ex-presidente da Câmara de Vereadores de Mata Grande, José Júlio Gomes Brandão, conhecido como “Júlio Brandão”, está foragido da Justiça.

Ele é acusado de ter envolvimento no esquema que desviou cerca de R$ 12 milhões do município, por meio de quatro empresas fantasmas que, supostamente, prestavam serviços de locação de veículos.

Júlio Brandão é irmão do ex-prefeito de Mata Grande, Jacob Brandão, que, segundo o MPE/AL, era quem comandava o esquema. Os nomes dos dois serão colocados na “difusão vermelha”, que é a lista de procurados da Polícia Federal.

Ainda segundo o Ministério, o ex-vereador era um dos alvos da Operação Ànomos, deflagrada na manhã desta quarta-feira (11), nos municípios de Maceió, Paulo Jacinto, Mata Grande e Santana do Ipanema.

O esquema

As investigações comprovaram que as empresas concorriam nas licitações, venciam e, depois, supostamente, sublocavam toda a frota exigida pela prefeitura a pessoas físicas, geralmente parentes e correligionários do prefeito. Nos contratos, ficava um percentual de 40% para o pagamento de quem sublocava os veículos e os outros 60% eram divididos entre o prefeito, o dono da empresa e possíveis atravessadores.

Somente com o contrato fraudulento celebrado com a empresa Marcelo Calado dos Santos ou Albatroz, o prefeito Jacob Brandão lucrava entre R$ 40 e R$ 70 mil por mês.

Em duas contas bancárias disponibilizadas por laranjas, um deles que trabalha como barbeiro e possui renda mensal de um salário mínimo, os valores movimentados no curto período de um ano, envolvendo as quatro empresas, chegaram a R$ 11 milhões. Nesse caso, elas assumiam o fornecimento de vários serviços, todos fictícios, não somente de locação de veículos. Na sequência, quando o dinheiro era depositado, um atravessador fazia os saques, tirava a sua comissão, repassava para outra pessoa ligada diretamente ao ex-prefeito Jacob Brandão que também retinha seu percentual e, por último, entregava o restante ao gestor.

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