16/11/2020 14:05:56
Antônio Melo | Antônio Melo
Jovens prefeitos podem ser os representantes do Sertão na Assembleia
Eleições de domingo são os preparativos para pleito de 2022
Rede SocialDalminho e o irmão, Avaninho podem disputar vaga na Assembleia

A fria e pequena Água Branca, no extremo do Sertão, teve este ano uma das mais emblemáticas eleições dos últimos tempos. Quatro candidatos disputaram os votos dos 15.296 eleitores. Como detalhe um dos candidatos concorreu com a candidatura deferida com recurso e outro renunciou em plena campanha.

A vencedora foi a chapa José Carlos de Carvalho (Progressista) e Ricardo Lima (PDT) com 5.943 votos. Zé Carlos, como é conhecido, foi reeleito. Em 2016 ele venceu com 6.151 votos, ou seja, 1.208 votos a mais que o pleito de agora.

Zé Carlos, que registrou na página de candidatos na Justiça Eleitoral que sua ocupação é ‘prefeito’, derrotou Marcelo Dorinha (MDB), que teve a candidatura deferida com recurso. Filho do ex-prefeito Zé de Dorinha, que renunciou a campanha, Marcelo obteve 3.198 votos.

Longe de lá, em Batalha, a eleição também foi tensa, necessitando que tropas do Exército garantissem que o pleito transcorresse sem violência. O município teve cinco candidatos disputando a prefeitura, mas no domingo, a maioria dos 12.705 eleitores reelegeram Marina Dantas (MDB), com 5.739 votos, ou seja, 200 votos a mais em relação a eleição passada.

Marina, esposa do ex-prefeito e atual deputado estadual Paulo Dantas, derrotou a dupla de professores Luciano Melo (DEM) e Cícero Alexandre (PSC), que obtiveram 3.377 votos. Foi verdadeiramente uma eleição da inexperiência contra o poder econômico. É lógico que, se os dois professores se mantiverem aptos a focarem na política, mantendo seus nomes como legítimos representantes da oposição e se cercando de mais e melhores projetos, criticando os erros e apontando as soluções, os dois terão ainda mais respaldo dos eleitores no próximo pleito. Em resumo, os professores saíram fortes de uma campanha tensa.

Na mesma região, está a cidade de Belo Monte, que, em quase tudo, sofre com as interferências políticas oriundas da vizinha Batalha. Foi uma eleição disputadíssima, onde o uso errado de pesquisas midiáticas, promovidas sem acompanhamento, por muito pouco, não mudaria o destino de dois jovens irmãos.

Dalmo Augusto de Almeida (PTB), o Dalminho, e Avanio Melo Feitosa (PSD), o Avaninho, foram eleitos com 2.713 votos dos 5.789 eleitores. Seu adversário foi o irmão da prefeita reeleita de Batalha, Toinho Cintra (MDB), que obteve 2.152 votos, ou seja, 561 votos de diferença.

Certamente, será uma administração com alguma tranquilidade diante da exemplar gestão do atual prefeito, Claudeval Santana, que, na véspera da eleição, se envolveu num gravíssimo acidente de carro. É fato que Dalminho e Avaninho são vistos até por alguns parlamentares da Assembleia Legislativa que entendem do potencial dos irmãos para disputarem, se quiserem, uma cadeira de deputado, bastando apenas decidirem quem será o postulante e darem início já a um projeto visionário, muito diferente do que foi realizado para a prefeitura. Assim sendo, um dos irmãos pode ser o legitimo representante do Sertão na Casa de Tavares Bastos. É lógico que ainda pode ser cedo para eles, que saboreiam o doce gosto da vitória, mas, se não agirem no fervor das discussões, será certo que outros virão e atropelarão os destinos dos jovens.

Retornando para o extremo do Sertão, destacamos Canapi, com seus 13.355 eleitores. Lá, foi reeleito o engenheiro Vinícius José Mariano (Progressista), o Vinícius Filho de Zé Hermes, e seu vice, o administrador Hermeson Melo (Democratas). A dupla teve 6.621 votos, contra o candidato do PT, Madson Paulino, que obteve 2.583 votos. Destaco que Vinícius e Madson protagonizaram o segundo round da campanha passada, quando Vinícius obteve 5.969 votos e o petista 3.834 votos. Ou seja, se compararmos as duas campanhas, os dois candidatos perderam votos.

Em uma outra pequena, mais acolhedora cidade do Sertão, a eleição não teve surpresas. Carneiros, com seus 6.536 eleitores, reelegeu Geraldo Agra (MDB). Ele teve 3.649 votos, enquanto seu opositor, seu tio, Genivaldo Agra (PTB), obteve 1.055 votos.

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