07/01/2019 08:03:56
Bruno Mafra | Bruno Mafra
A “insurreição” no caso da morte da jovem Jéssica Lima em Delmiro Gouveia
Divulgação/Internet

“Se a nossa mensagem é que Cristo foi ressuscitado, como é que alguns de vocês dizem que os mortos não vão ressuscitar?” (1º Coríntios 15,12) 

A tentativa desesperada de tentar ressuscitar a jovem Jéssica é na verdade um caso de “insurreição” a partir da cultura. A família não sabendo lidar com o fato da morte repentina de sua jovem membro foi buscar na sua tradição cristã a solução para pôr fim ao “horror.”

Ao “rebaterem” a morte com as orações estão “dizendo a tradição” que aprenderam para se insurgir diante do fato terrível do qual foram vítimas. Claro que não é comum casos em que pessoas presentes no velório façam oração solicitando a Deus a ressurreição de um cadáver. O fato é que mesmo não sendo comum o pedido ele não deixa de ser cristão, pelo contrário é muito cristão.

O que significam choros e desespero em tantos outros velórios? O desejo de ver o ente querido com vida. O que aconteceu é que apenas foi dito o que nunca é dito em outros velórios. “RESSUSCITA!”

[...] Quando parentes tiraram o corpo do caixão e o colocaram em uma cama em um dos quartos do imóvel. Segundo a polícia, eles acreditaram que a jovem iria ressuscitar. [...] (Fonte UOL). O fato de encerrar o velório levando o caixão para o quarto é a certeza da possibilidade do milagre. Acaba tudo agora porque Deus vai agir! A certeza da ressurreição tomou conta de muitas pessoas que entraram em oração pedindo o milagre.

“Além disso, uma tia da jovem, que é evangélica, teria feito um ritual com orações e pediu que a família aguardasse porque a jovem ressuscitaria às 7h de sábado.” (Fonte UOL). Essa tia é fanática? É difícil traçar uma linha entre o fanático e o não fanático dentro do espectro da fé cristã principalmente. Dizer que alguém vai ressuscitar é mais escandaloso do que ir ao culto e acreditar em supostas profecias? Crer no apocalipse? Juízo final? Libertação de pessoas assediadas por satanás? Curas de pessoas doentes? Não, não é.

O médico Petrúcio Bandeira afirma que teve dificuldade de chegar ao corpo de Jéssica Lima, mesmo com a presença da polícia, porque a família acreditava que "um milagre ia acontecer. "Não havia movimento torácico, não tinha batimento cardíaco e esse conjunto aponta que o paciente está em óbito. A parte religiosa não discuto, mas não há como contestar que ali se tratava de um cadáver.” (Fonte UOL). O fato é que Jéssica estava morta. A medicina entrou no caso para dar solução a questão. Disse o médico: “A parte religiosa não discuto, mas não há como contestar que ali se tratava de um cadáver.” (Fonte UOL).

Mesmo diante da afirmação médica a “insurreição” contínua. “Uma multidão acompanhou a cerimônia, porque a família da mulher acreditava que ela ressuscitaria mesmo no cemitério.” (Fonte UOL). É comum que sendo eu um religioso me volte para minha tradição em busca de respostas para o meu sofrimento.

“No sofrimento, eu fui consolado porque a tua promessa me deu vida.” (Salmo 119,50).

A atitude da família deu margem a muitas opiniões, mas não se pode negar que foram buscar no cristianismo a solução final para dor. “O último inimigo que será destruído é a morte.” (Coríntios 15, 26)

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