25/12/2019 20:09:16
Bruno Mafra | Bruno Mafra
Uma pequena palavra sobre o Natal
Divulgação/Google Imagens

O Natal teve o seu drama... Jesus foge da morte.  

Rei Herodes executa o massacre dos inocentes.

“Ouviu-se um som em Ramá, o som de um choro amargo. Era Raquel chorando pelos seus filhos; ela não quis ser consolada, pois todos estavam mortos. (Mateus 2,6)

Não deveria haver tristeza quando o filho de Deus vem terra. Ele é para nós o “puer aeternus”, nossa divina criança herdeira do Pai eterno, Jesus. Os anjos cantaram a sua vinda, a estrela nos guiou até Belém, aos pastores é anunciado que o filho de Deus está na terra. No estábulo estão o bom José, Maria e o menino deitado numa manjedoura “porque não havia lugar para eles na hospedaria.” Vieram do oriente, uns sábios, chamados magos, que trouxeram presentes, ofereceram ouro, incenso, mirra e símbolos misteriosos. 

É chato ouvir frases: “Nesse tempo de paz.” Nós ainda não resolvemos nossas contradições internas. Lembro de quando ainda seminarista fazer pastoral na comunidade de Peixinhos, em Olinda, área considerada das mais perigosas da grande Recife, pela manhã, à tarde, me dirigia à paróquia de Nossa Senhora de Boa Viagem, comunidade de elite. A mesma missa nas duas localidades, lido o mesmo evangelho sob perspectivas antagônicas. Em um local pessoas fazem preces para não ficarem desempregadas, pedem saúde, até botijão de gás. No outro temos cristãos morando em coberturas e um milhãod e reais e com carros do ano que também desejam ser de Jesus sem alterar nada na realidade estrutural da vida social e fazem orações agradecendo pelo novo veículo e maravilhoso apartamento que acabaram de adquirir.

O Natal deveria ser a celebração do final do sofrimento humano na terra. “Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância.” (João 10, 10).

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