Marcos Vieira Sousa, ex-vereador e ex-vice-prefeito de Olho D'água do Casado, negou envolvimento em um suposto esquema para furar a fila de pacientes do Hospital de Água Branca com finalidade eleitoral. Ele afirmou que a prisão em flagrante ocorreu exclusivamente pela posse irregular de um revólver encontrado na residência dele durante a Operação Ruptura.
Em contato com o Correio Notícia, Marcos contou que foi surpreendido com a chegada dos agentes da Polícia Federal (PF) na manhã dessa terça-feira (4). Ele estava em casa quando foi informado de que a equipe cumpria um mandado de busca e apreensão contra ele, expedido pela 39ª Zona Eleitoral de Água Branca.
Segundo Marcos, os policiais explicaram que a diligência fazia parte de uma investigação sobre um suposto esquema que teria facilitado o atendimento de pacientes no Hospital de Água Branca em troca de benefícios eleitorais.
Marcos afirmou que colaborou com os agentes durante toda a ação. Ao ser questionado se havia alguma arma de fogo na residência, confirmou que possuía um revólver e indicou onde ele estava. “Eu sempre pautei pela verdade. Tenho 70 anos de idade e nunca faltei com a verdade”, afirmou.
O ex-vice-prefeito explicou que mantinha o revólver em casa para a proteção pessoal e da família. Ele questionou por que não poderia ter uma arma para se defender se criminosos andam armados, mas reconheceu que a posse estava irregular.
Segundo o boletim registrado pela Polícia Civil (PC/AL), o revólver calibre .38, da marca Taurus, estava acompanhado de cinco munições intactas. O armamento e as munições foram apreendidos.
Marcos ressaltou que não foi preso em decorrência das suspeitas eleitorais investigadas pela Operação Ruptura. O flagrante ocorreu exclusivamente pela posse irregular da arma de fogo. “Fui no meu próprio carro para o Cisp, fui ouvido, paguei fiança e fui embora”, relatou.
Durante a mesma operação, também foram presos em flagrante o presidente da Câmara Municipal de Delmiro Gouveia, vereador Marcos Costa, e o vereador de Inhapi Beto Malta. Armas de fogo também teriam sido encontradas nos endereços dos dois parlamentares.
Conforme informações apuradas pelo Correio Notícia, Marcos Vieira, Marcos Costa e Beto Malta pagaram fiança e foram liberados. Embora tenham ocorrido durante o cumprimento dos mandados da Operação Ruptura, os três flagrantes decorreram exclusivamente da posse irregular das armas e não das suspeitas eleitorais investigadas.
Em nota oficial, a Polícia Federal confirmou a apreensão de três armas de fogo irregulares em diferentes endereços. Os casos foram encaminhados à PC/AL para os procedimentos cabíveis.
A Operação Ruptura cumpriu 26 mandados de busca e apreensão, além de outras medidas cautelares determinadas pela Justiça Eleitoral. A investigação apura a suspeita de que agentes públicos utilizavam listas paralelas e mecanismos informais de agendamento para facilitar o acesso de determinados pacientes a consultas, exames e procedimentos médicos.
Marcos Vieira negou qualquer participação no suposto esquema. “Não tenho envolvimento com nenhum esquema para furar fila de hospital nenhum. Tenho agido dentro da lei, como sempre fiz a vida toda, para ajudar as pessoas que mais precisam”, declarou.
Ex-vereador, ex-vice-prefeito e candidato a prefeito de Olho D'água do Casado nas eleições de 2024, Marcos permanece como um dos nomes da oposição no município. “Tenho quase 50 anos de vida pública e o povo sabe que vivo de servir, mas sempre dentro da lei”, concluiu.
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