Devido às fortes pancadas recebidas no rosto durante partidas de futebol, muitos jogadores acabam fraturando o nariz e consequentemente necessitam de cirurgia de correção. A recuperação de fraturas faciais geralmente é gradativa, e para os jogadores não se ausentarem dos campos e evitarem outras lesões, os departamentos médicos de alguns clubes estão optando em utilizar máscaras protetoras para os atletas.
As máscaras passam a funcionar, nesse caso, como Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para os jogadores. Elas são confeccionadas sob medida e o principal objetivo do seu uso é minimizar lesões ocasionadas pelo esporte.
Esse foi o caso de jogadores alagoanos de futebol, como o lateral Fabiano que, enquanto estava no CSA, utilizou o EPI, o goleiro Márcio, que também passou pelo CSA, e o zagueiro Avangildo, do Penarol Atlético Clube de Amazonas, que também fiz uso da máscara de proteção. Os três sofreram fraturas no nariz durante as partidas e ficaram afastados dos gramados por alguns dias devido à lesão.
Por serem confeccionadas individualmente, as máscaras permitem uma rápida adaptação e maior aproveitamento. Para isso, é tirado um molde em gesso da face do atleta, que vai dar forma às máscaras que são de resina acrílica e que têm alta capacidade de amortecimento. A solicitação dos protetores foi feita ao cirurgião-dentista e professor Luciano Schwartz Lessa, que tirou os moldes dos jogadores e os enviou para o Laboratório Dental Barros Vasconcellos, responsável pela confecção das máscaras.
Segundo o cirurgião-dentista Luciano Lessa, é muito importante fazer os protetores sob medida. “A máscara varia de acordo com o tipo de fratura facial do paciente, por isso a importância do molde para a confecção ser de acordo com a região da face”, informou Lessa.
Para Samdilson Barros, técnico responsável do laboratório que já atende atletas de diversas modalidades esportivas, as máscaras devem ser utilizadas não só após traumas faciais, porém, como um método de prevenção, ou seja, como um Equipamento de Proteção Individual (EPI).
“Para não ter o time desfalcado, os clubes estão utilizando cada vez mais o recurso das máscaras faciais, mas o importante mesmo é que elas sejam utilizadas como medida preventiva, pois protegem os ossos da face contra impactos e, caso haja alguma lesão, com o uso do protetor facial, o atleta pode retornar às atividades mais rapidamente e com segurança, mesmo que esteja em processo de reabilitação”, disse o técnico em próteses.
Segundo a assessoria do ASA de Arapiraca, não foi feito registro de lesões sofridas pelos jogadores no ano de 2015, porém, este ano, nove jogadores foram lesionados em campo. A assessoria informou também que as medidas preventivas adotadas pelo clube são as convencionais: quando um atleta é lesionado, o departamento médico faz treinamentos específicos durante todo o período de transição do treino físico para o treino com bola, faz trabalho de fortalecimento muscular na academia e crioterapia (uso de gelo como recurso terapêutico).
Os clubes CRB e CSA também foram procurados, porém, suas assessorias não deram resposta até o fechamento dessa reportagem.
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