A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) confirmou que o ônibus envolvido no trágico acidente ocorrido na manhã desta terça-feira (3), na rodovia AL-220, em São José da Tapera, operava de forma clandestina, sem autorização para transporte de passageiros.
O veículo, de placa JJB3D75, transportava cerca de 60 romeiros quando tombou após passar por uma curva e sair da pista. Morreram no local 15 pessoas, sendo cinco homens, sete mulheres e três crianças. O número de mortos subiu para 16, incluindo a morte de Luiz Miguel de Alcântara Loriano, de 5 anos, que não resistiu aos ferimentos após ser transferido do hospital regional de Santana do Ipanema.
Os demais sobreviventes foram levados a unidades de saúde da região, inclusive o motorista do ônibus, que está em estado grave.
Segundo a ANTT, o ônibus não possuía Certificado de Segurança Veicular (CSV), seguro de responsabilidade civil vigente nem Licença de Viagem (LV) para o trajeto. A agência reforça que realiza fiscalizações permanentes contra o transporte irregular, que põe em risco a vida dos passageiros, e acompanha o caso com outros órgãos.
O acidente chocou Alagoas ao deixar um rastro de destruição na rodovia AL-220, próximo do povoado Caboclo. Cerca de 60 romeiros seguiam em peregrinação, retornando de Juazeiro do Norte, no Ceará, para Coité do Noite, em Alagoas, quando o veículo passou direto em uma curva, saiu da pista e tombou a margem da rodovia, por motivos ainda sob investigação.
Inicialmente, o balanço era de 15 mortes, mas subiu para 16 com o óbito da criança de 5 anos, transferida para cuidados intensivos. Equipes de resgate atuaram rapidamente, mas a gravidade dos ferimentos e as condições do ônibus agravaram o cenário.
A ANTT destaca que veículos clandestinos frequentemente ignoram normas de segurança, contribuindo para tragédias como essa. Autoridades prometem perícia detalhada para apurar responsabilidades e punir os envolvidos.
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