O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), por meio da Promotoria de Justiça de Pão de Açúcar, instaurou um Inquérito Civil para investigar possíveis irregularidades relacionadas ao concurso público promovido pelo município e às contratações de servidores temporários.
A medida foi oficializada após a conversão de um Procedimento Preparatório em Inquérito Civil, conforme portaria publicada no Diário Oficial do MPAL nesta quarta-feira (8).
Segundo o Ministério Público, o edital do concurso prevê a oferta de 123 vagas, número considerado incompatível diante da quantidade de servidores temporários que atualmente ocupam funções permanentes na administração municipal.
De acordo com a portaria, há indícios de que essas contratações temporárias possam ter ocorrido em desacordo com o artigo 37, inciso IX, da Constituição Federal, que estabelece critérios específicos para a admissão de pessoal por tempo determinado.
O inquérito também vai apurar contratações realizadas por meio do Instituto de Gestão de Políticas Públicas Sociais (IGPS). Conforme o MP, existem indícios de que o instituto possa ter sido utilizado para encobrir vínculos precários de trabalho ou promover terceirização considerada irregular em atividades típicas da administração pública.
Responsável pela investigação, o promotor de Justiça Rômulo de Souto Castro Leite afirmou que os fatos apurados podem, em tese, configurar atos de improbidade administrativa, além de outras irregularidades de natureza cível e administrativa.
Segundo o promotor, o Inquérito Civil tem como objetivo reunir provas e esclarecer os fatos para subsidiar eventuais medidas destinadas à proteção do patrimônio público e à defesa dos interesses coletivos.
O procedimento segue em fase de investigação e, até o momento, não há conclusão sobre a existência de irregularidades ou responsabilização de agentes públicos.
Utilize o formulário abaixo para comentar.
Dólar5,28895,29190.0052
Euro6,17906,2290-0.071


