Uma investigação conjunta entre as polícias Civil e Militar revelou que pelo menos três pessoas participaram do assassinato do jovem Cícero Rosa do Nascimento, de 30 anos, ocorrido na noite da última segunda-feira (18), por volta das 19h30, em uma estrada vicinal no Sítio Curralinho, zona rural de Inhapi.
Segundo as investigações, os suspeitos teriam se reunido na residência de um cadeirante localizada na rua por onde a vítima costumava passar diariamente. No local, o grupo teria planejado o crime e passado o dia monitorando os passos de Cícero.
Por volta das 19h, quando a vítima passou conduzindo uma motocicleta, dois dos suspeitos saíram da residência em outra moto e passaram a segui-lo por cerca de três quilômetros, deixando a área urbana da cidade em direção à zona rural. Imagens de câmeras de monitoramento registraram o momento em que os suspeitos deixam o imóvel e seguem atrás da vítima.
Sem perceber que estava sendo perseguido, Cícero seguia tranquilamente para casa, no Sítio Baixa do Mel, também na zona rural do município. Ele foi atacado em um trecho da estrada com pouca movimentação e atingido por disparos de arma de fogo, possivelmente de revólver calibre .38.

As investigações apontam que Cícero teria envolvimento com agiotagem no município, e a principal linha investigativa é de que o assassinato possa ter sido motivado por uma dívida, levando alguém a encomendar o crime para evitar o pagamento.
O delegado Rodrigo Rocha Cavalcanti, titular da Delegacia Regional de Polícia de Delmiro Gouveia (1ª-DRP), afirmou que não há dúvidas quanto à participação dos executores e dos demais envolvidos na trama criminosa. No entanto, ressaltou que a motivação ainda segue sob investigação e que alguns detalhes estão sendo preservados para não comprometer o andamento dos trabalhos policiais.
“O crime está esclarecido. Pelo menos três pessoas, todas com passagens pela polícia, participaram do assassinato. Familiares passaram informações que indicam a motivação do crime, que teria sido encomendado, mas ainda estamos investigando”, declarou o delegado regional.
Rodrigo Cavalcanti assumiu temporariamente as investigações durante as férias do delegado Andrey Araújo, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da 1ª Região, que deve retornar às atividades no próximo dia 5 de junho e dar continuidade ao caso.
Cícero Rosa era bastante conhecido em Inhapi, onde possuía muitos amigos e, segundo relatos, não demonstrava ter inimizades aparentes. Assim como os irmãos, ele trabalhou durante anos como vigilante noturno. Ele também era filho de Antônio Celeste, assassinado há vários anos no município.
O crime causou revolta entre moradores de Inhapi, que cobram justiça e a prisão de todos os envolvidos.
“Esse crime não ficará impune”, assegurou o delegado Rodrigo Cavalcanti, em entrevista ao Correio Notícia. Ele adiantou que haverá representação na Justiça pela prisão preventiva dos envolvidos.
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