E o ano de 2026, em Alagoas, promete — até os últimos momentos — novas decisões para as eleições de outubro. Oficialmente, até então, não se sabe quem é quem nem a que cargo muitos irão disputar.
Nas ruas e nos bastidores da política, as conjecturas não param. As contas pelos votos também seguem intensas. Pesquisas e possibilidades caminham juntas, e a “quentura” pelas definições promete grandes surpresas.
Mas nem tudo é incerteza no cenário político. O nome do vice-governador Ronaldo Lessa (PDT) tem aparecido costumeiramente em todas as pesquisas — seja para qual for o cargo —, o que demonstra sua força no eleitorado, inclusive entre os jovens.
Lessa, que iniciou sua trajetória na política alagoana como vereador por Maceió, passando pela Prefeitura da capital, pelo Governo de Alagoas e pela Câmara Federal, é visto como peça-chave para a formação de uma chapa majoritária.
Suas visitas aos municípios — até mesmo sem anúncio prévio — têm se tornado uma motivação a mais, tanto para ele, como político, quanto para o grupo que integra.
Dentro dessas conjecturas, destaca-se que este ano haverá duas vagas para o Senado, cargo que Ronaldo Lessa nunca ocupou. E é justamente essa disputa que ele pode “abraçar”.
Pesquisas não oficiais, encomendadas por partidos ou por possíveis candidatos, indicam que o nome de Ronaldo Lessa é um dos poucos que estaria pronto para ser lançado ao cargo que desejar — inclusive ao Senado.
Na região do Agreste, o nome do vice-governador tem surpreendido. Em Arapiraca, por exemplo, mesmo com o apoio do prefeito Luciano Barbosa (MDB), que tem inclinações políticas pelo deputado federal Arthur Lira (PP), que não descarta disputar o Senado, é Ronaldo Lessa quem aparece como um dos nomes mais fortes, chegando a empatar tecnicamente com o senador e candidato à reeleição, Renan Calheiros (MDB).
O mesmo tem ocorrido no Sertão. Por onde Lessa passa, é ovacionado e frequentemente questionado: “Ronaldo é candidato a quê?”
A possível dobradinha entre Renan Calheiros e Ronaldo Lessa tem se desenhado nos bastidores e não está longe de ser lançada. Motivos não faltam, e um dos principais, segundo aliados, é que Lessa não tem, em sua gramática política, a palavra “trair” — fator considerado ímpar para que diferentes grupos abracem seu nome e eventual candidatura.
Essa composição, que não é descartada por nenhum dos dois, pode levar ao mesmo palanque o governador Paulo Dantas (MDB) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que também vê com simpatia a possibilidade de Lessa retornar a Brasília, desta vez, para o Senado.
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