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Cangaceiro Corisco, o “Diabo Loiro” do bando de Lampião, nasceu em Água Branca há 112 anos
Local em que Cristino Gomes da Silva Cleto nasceu fazia parte de Água Branca, mas depois se tornou zona rural de Pariconha; ele entrou para o bando de Lampião com apenas 17 anos
Por Diego Barros
Corisco e sua companheira Dadá, com quem viveu enquanto esteve no cangaço até o dia de sua morte - Foto: Reprodução/ Rubens Antonio

O nascimento de Cristino Gomes da Silva Cleto, que mais tarde tornou-se conhecido como “Corisco”, completa 112 anos neste sábado, dia 10 de agosto. Corisco nasceu no município de Água Branca, Sertão de Alagoas, em 1907 e, ainda muito jovem, entrou para o bando do mais famoso de todos os cangaceiros, Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião.

Atualmente, o local em que ele nasceu faz parte do município de Pariconha, o qual se emancipou de Água Branca em 1992.

De acordo com alguns pesquisadores, Corisco era conhecido por sua beleza, seu porte físico atlético e cabelos longos, que o deixavam com uma aparência agradável, além da força física. Por estes motivos, também foi apelidado de “Diabo Loiro” quando entrou no bando de Lampião, com apenas 17 anos.

Além das características da aparência, Corisco tornou-se conhecido pela crueldade com as quais tratava suas vítimas, que eram submetidas a castigos, torturas, mutilações e todo tipo de maldades físicas.

Quando, numa estratégia para enganar a polícia e aumentar seu poder, Lampião dividiu seu bando em subgrupos, Corisco, já considerado um homem de confiança de Virgulino, assumiu o comando de um desses grupos.

Há registros e histórias populares da passagem do “Diabo Loiro” por Monteirópolis, Pão de Açúcar, Santana do Ipanema e vários outros municípios do Sertão alagoano.

A mulher de Corisco, Sérgia Ribeiro da Silva, a “Dadá”, foi sequestrada por ele da casa dos pais dela quando tinha apenas 13 anos de idade. Ela conviveu com ele no bando como cangaceira. Corisco permaneceu com ela até no dia de sua morte. Os dois tiveram sete filhos, mas apenas três deles sobreviveram.

Em 1940, o governo Vargas promulgou uma lei concedendo anistia aos cangaceiros que se rendessem. Corisco e sua mulher Dadá já haviam decidido deixar o cangaço desde 1939, quando, no ano seguinte, estavam no estado da Bahia, na cidade de Barra do Mendes, em um povoado denominado Fazenda Pacheco.

O casal repousava em uma casa de farinha após almoçar e estava supostamente desarmado. O ataque foi comandado pela volante de Zé Rufino, juntamente com o tenente José Otávio de Sena. Corisco foi surpreendido, mas não se entregou, dizendo a Rufino que não era homem de se entregar. Foi metralhado na barriga.

Dadá sobreviveu, mas precisou amputar a perna direita. Com as mortes de Lampião (em 1938) e Corisco (em 1940), o cangaço nordestino enfraqueceu-se e acabou se extinguindo.

Postada em 10/08/2019 23:46 | Atualizada em 27/12/2019 01:19
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