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Agnelo Tenório

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Quem é Agnelo Tenório? É bacharel em Direito, advogado militante, servo de Jesus.
Você sabia qual foi a única vez que Jesus Cristo usou de força física e de um chicote?
Foto: Divulgação/Internet

JESUS PURIFICA O TEMPLO

Você saberia responder qual a única situação onde o Senhor Jesus usou de força física, e mais, não apenas de força física mas também se utilizou de um chicote? Algumas pessoas, quando questionadas se a Bíblia alguma vez relata alguma situação onde Jesus usou de força física e de um chicote, talvez fiquem grandemente indignadas, ou mesmo ofendidas.

Nós jamais associamos o Meigo Salvador à força física. Mas o feto é que sim, Jesus Cristo já usou de força física, e também de um chicote, quando deparou-se com uma determinada situação.

A Palavra de Deus nos relata uma passagem onde Jesus Cristo indigna-se com algumas pessoas (Mateus 21:12-17; Marcos 11:15-18; Lucas 19:45-48; João 2:13-25). Essa indignação do Rei dos reis não fora com as pessoas em si, mas com a atitude delas, mais precisamente com algo que estavam fazendo dentro do Templo, ou seja, na Casa de seu Pai.

Essas pessoas estavam comercializando dentro do Templo, vendiam animais e também faziam câmbio (pois já havia moedas diferentes circulando naquele tempo, por exemplo, dracma, starter, denário, e etc.).

De fato, a Lei de Moisés determinava a realização de ofertas e de sacrifícios, muitos dos quais com animais. Assim, por exemplo, a depender do pecado cometido, ou a depender de quem tenha cometido o pecado, preceituava a Lei Mosaica que um determinado sacrifício específico fosse realizado, o qual tinha como vítima determinado animal.

Por isso havia pessoas vendendo tais animais. Assim, ao invés de trazer os animais durante a jornada até o Templo, o que poderia durar muitos dias, as pessoas preferiam comprar os animais para o sacrifício lá mesmo, no próprio Templo. Por tanto, partindo da velha máxima universal segundo a qual onde há procura há oferta, iniciou-se no Templo um comércio muito lucrativo de venda de animais para o sacrifício.
Isso era muito conveniente, pois não havia necessidade de trazer o animal consigo, durante todo o trajeto. Se viajar longas distâncias a pé, já é algo ruim, que dirá fazer isso puxando um animal à reboque.

O fato é que muitos judeus não residiam perto de Jerusalém, e, não importa onde estivessem, a Lei de Moisés determinava que, por exemplo, ao menos uma vez por ano, todo o judeu tinha que comparecer ao Templo para comemorar a Pessach, ou páscoa, como a conhecemos.

Essa festa, que não guarda qualquer relação com o coelhinho que supostamente põe ovos de chocolate (o que faria dele meu animal favorito, se existisse), foi instituída para se comemorar dois acontecimentos: a última das 10 pragas no Egito, ou seja, a morte dos primogênitos, ou, mais precisamente, quando Deus ceifou a vida dos primogênitos dos egípcios (não só de seres humanos, mas de animais também), no entanto poupou os primogênitos dos filho de Israel (desde que pintassem os umbrais das portas das suas casas como o sangue de um cordeiro), e também para comemorar a saída (libertação) do povo de Israel da escravidão do Egito.

Muito embora o fato de se vender animais para o sacrifício não fosse pecado, ou seja, como não existia nada na Lei de Moisés dizendo que fosse obrigatório que o sacrificante trouxesse a vítima para o sacrifício de sua casa ou de sua terra natal, mas o fato é que a intenção era que o sacrificante criasse o animal para o sacrifício de forma zelosa, dando-lhe cevada para comer (daí a expressão “cevado” quando se refere a algum animal que está sendo engordado), e que fosse um animal perfeito.
O erro propriamente não consistia no que se estava fazendo, mas onde se estava fazendo. Os animais para sacrifício poderiam até ser vendidos (muito embora isso não fosse o ideal), mas jamais dentro do Templo. Jesus não se indignou com o comércio dos animais em si, mas com o comércio dos animais dentro da Casa de Deus.

Tamanha foi a indignação do Mestre que Ele fez um “azorrague” com algumas cordas (azorrague era o nome dado a um chicote, lembre-se que foi com um azorrague que os romanos espancaram Jesus), e começou a “purificar” o Templo. Certamente esse azorrague que fora feito por Jesus, não era igual ao azorrague que lhe espancaram antes da crucificação, o qual era feito de tiras de couro com pedaços de metal ou de ossos de animais nas pontas. Provavelmente Jesus apenas dobrou alguma corda que encontrou, fazendo um chicote improvisado, mais para espantar os animais do que para feri-los.

Ou seja, a indignação do Mestre com aquilo que estava sendo feito dentro da Casa do seu Pai foi tamanha, que Ele, usou de força física, não batendo nas pessoas (Jesus Cristo jamais usaria de força física contra nenhuma pessoa), mas sim espantando os animais que estavam sendo vendidos, e virando as mesas dos comerciantes.

Essa passagem é conhecida como a “Purificação do Templo”, e perceba uma coisa, Jesus não purificou o Templo lavando-o com água e sabão, nem mediante algum procedimento espiritual ou místico para retirar dali algum espírito maligno. Não! Jesus purifica a Casa de seu Pai com um chicote na mão, colocando para correr quem estava no Templo, não para orar e sacrificar, mas para vender e comprar.

Jesus Cristo, ao ver aquele grotesco comércio, afirmou que “a Casa de meu Pai será chamada Casa de oração e não covil de salteadores”. E de fato, todo aquele que usa da Casa de Deus com segundas intenções, principalmente para lucrar financeiramente, não passa de um salteador, de um verdadeiro ladrão.

É interessante notar que Jesus expulsou não apenas quem estava vendendo, mas também quem estava comprando. Ou seja, salteadores não são apenas quem vende (quem lucra), mas também quem compra. Em outras palavras, salteador da Casa de Deus, não são apenas as pessoas que usam da igreja para vender algo, e assim obter dinheiro, no entanto, quem procura a Casa de Deus apenas em busca de vantagens, de prosperidade, também é um salteador.

Diante do que podemos ver hoje, onde estão fazendo um comércio escancarado com o nome de Jesus, não sabemos mais se algumas igrejas são igrejas ou um ponto comercial. No entanto, só há quem venda quando há quem compre, e se existe os charlatões da fé, é porque existe quem queira comprar o que eles querem vender. As pessoas cada vez mais querem as bênçãos de Deus, mas não querem sujeitar-se ao Deus das bênçãos.

Uma coisa ainda devemos notar, é que em toda a sua vida terrena, o Messias nunca demonstrou tanta indignação como quando viu os vendedores e cambistas no Templo. Nem quando foi acusado injustamente; nem quando disseram que Jesus expulsa demônios pela força de Belzebu; nem quando chamara Ele de beberão de vinho e comilão de carne; nem quando Judas Iscariotes vendeu-lhe por 30 moedas de prata (o que, naquela época, era o preço de um escravo) e o beijou traiçoeiramente no rosto; nem quando foi cuspido na face; nem quando foi espancado violentamente; nem quando colocaram-lhe uma coroa de espinho; nem quando lhe chicotearam com o azorrague, que segundo os historiadores cada chicotada aplicada, arrancava algumas gramas de carne do corpo na vítima; nem mesmo quando foi crucificado, enfim, me nenhum outro momento, por pior que tenha sido, Jesus tomou uma atitude tão enérgica como a que tomou no dia em que resolveu “purificar” o Templo.

Maltrataram e humilharam Jesus de todas as formas possíveis, sem que Ele jamais tenha sequer se defendido. Porém, quando desrespeitaram a Casa do seu Pai, Jesus foi enérgico como nunca antes. De fato, é muito mais fácil suporta uma afronta a nós, do que vê uma afronta sendo feita a quem amamos.

Além disso, a purificação do Templo é um dos poucos assuntos abordados pelos quatro evangelistas, o que demonstra a importância do acontecimento.
Ora, se a simples venda de animais revoltou o Mestre, posto que estava sendo feito dentro do Templo, o que dirá quando hoje em dia, dentro dos templos, não está se vendendo simples animais, mas está se vendendo salvação; cura; benção e etc., coisas que Ele próprio já pagou o preço por nós.

Não podemos esquecer que aquele Templo que o Senhor Jesus Cristo defendeu de forma tão enérgica, era o mesmo Templo comandado por Anás e Caifás (só havia um único Templo). Ou seja, nunca devemos confundir o líder com a igreja, posto que os líderes vão e vêm, mais a igreja do Senhor continuará até o seu retorno.

Além disso, tão errado quanto os que fazem da Casa de Deus covil de salteadores, são aqueles que sequer vão à Casa do Deus. Aliás, talvez seja bem melhor ser alguém que esteja comercializando no Templo, do que alguém que não frequente o Templo, pois os que estão lá, não obstantes com intenções erradas, podem ter um encontro genuíno com o Senhor Jesus, mesmo que Jesus esteja segurando um azorrague na mão. Bem aventurado todo aquele que o Senhor repreende e castiga, pois Deus castiga ao filho que ama (Hebreus 12:6,7).

Jesus está voltando, e vai purificar, de uma vez por todas, não apenas a Casa de seu Pai, mas também todo o Planeta Terra. Ele vem, agora não mais segurando um azorrague na mão, mas uma “pá”, e vai levar para o seu “celeiro” (paraíso) o “trigo” (seus servos), mas jogará a “palha” (os ímpios) no “fogo inextinguível” (o inferno). (Mateus 3:12).  

Visite: http://gracainfinita.blogspot.com.br/

Postada em 11/08/2017 00:19 | Atualizada em 11/08/2017 01:46
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